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quarta-feira, 27 de agosto de 2008


"As máscaras são expressões deliberadas e ecos admiráveis do sentimento, ao mesmo tempo fiéis, discretas e superlativas. As coisas vivas em contacto com o ar adquirem necessariamente uma cutícula, e não podemos acusar as cutículas pelo facto de não serem corações; contudo há certos filósofos que parecem acusar as imagens de não serem coisas, e as palavras de não serem sentimentos. As palavras e as imagens são como conchas, partes não menos integrantes da natureza do que as substâncias que protegem, mas mais dirigidas ao olhar e mais expostas à observação. Não me parece que possamos dizer que a substância existe por causa da aparência, ou os rostos por causa das máscaras, ou as paixões por causa da poesia e da virtude. Não há nada que apareça na natureza por causa de outra coisa qualquer; todos os aspectos e produtos pertencem em medida igual ao ciclo da existência..."


Santanaya, G. (1992)

Iludida ou desiludida?!


É ténue a linha que separa o bem do mal... o certo do errado... o esperado do inesperado... o real do idealizado...

Ao mínimo instante a desilusão toma conta de nós, instala-se e fica ali... Mas de quem é a culpa? De quem afinal não é o que é suposto ser ou de quem criou uma ilusão em torno desse alguém?